HISTORIA DA ENTIDADE

Desde 1994 vinha trabalhando somente para adultos nunca pensei em trabalhar com crianças e moradores de ru.
más foi través de diversas formas, comprando brinquedos, pedindo doações de balas doces, refrigerantes nesta época qualquer doação era bem vinda, mais nem todas as pessoas achavam que o projeto iria dar certo.
Com o passar do tempo, senti vontade de conhecer um pouco mais as crianças que eu estava ajudando, e com uma ideia vaga do que gostaria de fazer, ou seja, observar o mundo sob um outro ângulo, os olhos das crianças, o que sentem, o que pensam, o que querem - o que seria muito fácil pois já tivemos esta oportunidade um dia - difícil seria entrar em um mundo onde a maioria destas crianças se encontram, sem ter um olhar de carinho e compreenção.
Um dia, com meu amigo mais conhecido por bidunga, contei sobre o desejo de apoia-las todos os anos nos dias 12 de outubro de cada ano, e disse o quanto gostaria de transformar isso, nem que fosse só um pouquinho. Então, meu amigo me ouviu e disse:
Vamos realizar uma festa para nossas crianças com doações.
Rapidamente planejei uma forma de contar histórias, para os moradores da nossa comuidade. Desplanejei tudo, e sabe por quê?
Através de uma conversa como amigo Jair, amigo há mais de ha 4 anos anos, que também é o Sr° Senival Moura Doutores da Alegria, entendi que para se estar com crianças não é necessário planejar nada, tudo vale. Basta ligar o motor da atenção e do respeito que elas merecem. Entendi que desse modo, qualquer lugar pode se transformar num lugar encantado. E foi assim que resolvi dar asas à minha imaginação.
No dia 12 de outubro de 2004, dei início ao que posso chamar de um salto quântico em minha vida. Daí para frente passei a ouvir mais e falar o essencial, ter mais cuidado com minhas "palavras", permitir que o Pinóquio e Gepetto possam receber a ajuda dos Powers Rangers para sair da barriga da baleia, a Cinderela pode até ter joanete e nós, adultos, podemos até nos sentirmos felizes ao ouvir um "não" como esse: "não, hoje eu não quero ouvir história". É isso mesmo! Um não pode ser muito importante para quem nao poe fé em qualquer tipo de trabalho comunitario.
No primeiro ano de festa apareceram 300 crianças, no segundo ano foram 500, no terceiro ano passaram 1000 crianças, depois da comunidade ver o trabalho lindo que estão sendo desenvolvidos com nossas crianças, não peço mais doações quando chega o mês de outubro as pessoas batem na porta da entidade para levar doações.
Atualmente o voluntariado vem sendo um assunto muito discutido no Brasil. Mas esse assunto há muito tempo faz parte da essência humana: caridade, amor, tolerância e muitos outros valores positivos. Exercitá-lo é o que faz a diferença.

Vista o nosso Avental e faça parta dessa história.
A melhor história é aquela que se aprende contando. https://www.youtube.com/watch?v=uT389AiZexU
NILDETE DE SOUZA
Diretor-Fundador
Histórias de Vida de Moradores de Rua,
Situações de Exclusão
Este trabalho apresenta, a partir de histórias de vida,
características do processo de “encontro transformador”
Mendigo, mendicante, pedinte, morador de rua, sem-teto ou sem-abrigo é o indivíduo que vive em extrema carência material, não podendo garantir a sua sobrevivência com meios próprios. Tal situação de indigência material força o indivíduo a viver na rua, perambulando de um local para o outro, recebendo o adjetivo de vagabundo, ou seja, aquele que vaga, que tem uma vida errante.
O estado de indigência ou mendicância é um dos mais graves dentre as diversas gradações da pobreza material. Muitas das situações de indigência estão associadas a problemas relacionados com toxicodependência, alcoolismo, ou patologias do foro psiquiátrico.
Os mendigos obtêm normalmente os seus rendimentos através de subsídios de sobrevivência estatais ou através da prática da mendicância à porta de igrejas, em semáforos ou em locais bastante movimentados como os centros das grandes metrópoles.
niciaremos com uma pergunta reflexão: "como poderia alguém deixar sua moradia, sua família, tudo o que conquistou com o trabalho e o passar dos anos para morar na rua, morar em uma praça?"
Há inúmeras justificativas para tal atitude, cada uma com uma explicações diferentes. Se foi o alcoolismo, o abandono da família é feito muitas vezes por não suportar as pressões psicológicas dentro de casa, sem emprego, a vergonha de não mais poder arcar com as despesas da família muitas vezes o faz sair de casa à procura de uma oportunidade, sem ela ficam pelas ruas e não mais voltam para o seu lar, pelo orgulho, pelo machismo ainda enraizado na cultura. Há aqueles que optam por morar na rua por se sentirem livres e, mesmo com as dificuldades, o seu corpo tende a se adaptar às situações diversas, passando a se acomodarem na condição em que se encontram, não tedo em sua maior parte uma ambição futura, se resumindo ao hoje, o agora.
As substâncias psicotrópica entram na vida dessas pessoas como um anestésico para o corpo, embriagante da mente e alívio para a alma. O corpo, quando viciado em tais substâncias, passa a ter domínio diante da própria mente, pois a vida passa a ficar em torno de situações que propiciem o uso de alguma delas. O círculo social passa a girar em torno de pessoas que façam o mesmo uso, e assim cria-se uma rotina onde em algum momento tenha que ser ingerido, inalado, injetado alguma substância a qual o corpo já esteja viciado. Tais substâncias são depressoras do sistema nervoso, causam inúmeros efeitos danosos ao organismo e, com o tempo, passa-se a necessitar de outra ainda mais forte, isso porque o cérebro não surte o mesmo efeito depois que se “acostuma”. A dopamina, um neurotransmissor que está relacionado ao vicio, é o mesmo que é liberado quando praticamos atividades as quais gostamos e sentimos prazer. Na pratica, quando estamos fazendo alguma atividade prazerosa, nosso organismo fica cheio de substâncias que proporcionam o estado de bem estar. Com essas atividades pode-se reduzir a necessidade do uso das substâncias psicotrópica.
Que o nosso coração esteja disposto e atento para percebermos todo o ensinamento da parábola e, sobretudo, para a vivermos na confiança ilimitada na bondade de Deus.
O pastor, uma realidade natural para o povo a quem Jesus falava e que perdurou por séculos até bem pouco tempo atrás, antes da transformação da economia rural em industrial. Ele cuidava das ovelhas e as guardava do perigo, levava-as às pastagens e, deixando seguras todas as outras, saía a procurar a que se extraviara, cuidava-lhe as feridas daquela jornada solitária e a levava novamente ao convívio das demais.
São Pedro recomenda aos presbíteros: “Apascentai o rebanho de Deus que vos é confiado, cuidando dele, não contra a vontade, mas de bom grado como Deus quer...mas tornando-vos modelo para o rebanho (Cf. 2Ped, 5,2)
A nós, comunidade de fé e caridade, importa reconhecer neles a mesma voz do Pastor Eterno e retribuir com a mesma caridade e amor. Assim seguiremos o Bom Pastor, o Pão da Verdade e reconhecemos que Ele nos apascenta e nos guarda enquanto esperamos atingir os bens eternos na terra dos vivos.
trabalhos https://www.youtube.com/watch?v=uT389AiZexU


PROJETO APASCENTAR
PRESIDENTE DESTE PROJETO NILDETE DE SOUZA

